Espírito da Vingança Animado Leia mais

Oceano Por Warren Ellis e Chris Sprouse Leia mais

Demolidor: Partes de um todo Leia mais

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O Eternauta de Héctor G. Oesterheld e Francisco Solano López.

Existem quadrinhos que te surpreendem mesmo quando se tem expectativas altas e O Eternauta entra nessa categoria. E sabendo que foi escrito através de tiras semanais para uma revista em 1957, sem grandes pretenções só aumenta o valor desta obra.

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Agora que já enchi a bola desta obra, vou dizer do que se trata. A trama se passa em Buenos Aires, em 1959 quando um quadrinista recebe a visita de um homem que se materializa em seu escritório. Este se denomina Eternauta e conta sua história. Ele se chamava Juan Salvo, e numa noite de inverno, estava em seu chalé com três amigos jogando buraco, enquanto seu esposa e filha descansavam no andar de baixo, quando tem início eventos fantásticos. Inicialmente um neve mortal cai sobre Buenos Aires (nevar em Buenos Aires já é um evento raro!). Os amigos percebem as pessoas morrendo na rua e decidem fazer roupas isolantes e explorar o acontecido. A história para o leitor atual, já acostumado com tramas apocalípticas, tem um verve empolgante e acompanhamos o grupo de amigos que lentamente vão descobrindo a causa de tudo e depois se alistam ao exército no combate de forças hostis.

Apesar de Juan ser o narrador, a história tem heróis coletivos, pois cada personagem do grupo se sobressai à sua maneira, seja na inteligência de Favalli, o professor de física, no heroísmo de Franco ou na esperteza do pequeno Pablo. Outro ponto positivo é que apesar da ameaça ser global, os personagens que acompanhamos fazem a diferença, não sendo meros espectadores. Apesar de não ter capítulos, a cada vinte páginas a trama se torna mais tensa, pois o status do grupo vai mudando e surgem obstáculos mais difíceis.

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A arte é um show à parte. O traço em preto e branco é bem expressivo e apesar do livro ter muito texto (foi até adaptado pra romance na Argentina na década de 60) a arte chama atenção, principalmente nas expressões dos personagens.

Duas décadas depois foi lançada uma continuação, que estou lendo no momento, e segue a trama no momento do término da primeira história, mas digo que o final de Eternauta é fechado e impactante, com o leitor não sendo obrigado a ler a continuação. Nota 9,5

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PARÁGRAFO TRANSMÍDIA: Foi tentado uma adaptação argentina que encontra-se engavetada. Para garantir o orçamento e projeção que essa obra merece, escalaria Steven Spielberg, que fazendo uma mescla do que fez em Resgate do Soldado Ryan e Guerra dos Mundos, obteria um sucesso que recentemente vem lhe escapando. Para Juan Salvo, Daniel Craig e para Favalli, John Goodman. E teria que ser obrigatoriamente em Buenos Aires, personagem importante na história.

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Clube da Luta 2, de Chuck Palahniuk e Cameron Stewart.

Clube da luta é meu filme favorito assim como de muita gente. Ele está no top 10 do IMDB e definiu a geração Y como nenhuma outra obra. Pois ” temos trabalhos que odiamos para comprar coisas que não precisamos” ou “Você não é o seu trabalho, nem seu carro, nem o conteúdo da sua carteira”. Hoje, 20 anos após o lançamento do livro, sai a continuação da obra original, uma HQ em dez capítulos, escrita pelo autor do original com arte de Cameron Stewart (Batgirl).

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O filme de 1999 de David Fincher  foi bastante fiel ao livro de Palahniuk e apresenta o narrador, que após uma vida certinha e consumista é acometido por insônia, que o leva a grupos de apoio a doenças que não possue, apenas para experimentar a catarse alheia.Lá conhece a jovem Marla, farsante como ele e após a explosão do seu apartamento vai morar com um amigo anarquista Tyler Durden. Inicialmente formam o Clube da Luta onde os jovens expressam sua última oportunidade de se afirmar, nem que seja com os punhos, num mundo tão emasculado.O clube evolue para o Projeto Desordem e Destruição e há o famoso plot twist (Spoiler!, sério?) onde descobrimos que Tyler era uma personalidade alternativa do narrador, que se encontra agora em perigo. No final ele consegue “matar” essa personalidade e ficar com Marla.

Na continuação, o narrador, agora de nome Sebastian, casou-se com Marla e tem um filho, Júnior, além de uma vida pacata, regada a vários comprimidos para suprir Tyler e três sessões semanais com psiquiatra.  Mas nem tudo são flores. Sua esposa sente falta da emoção que Tyler proporcionava e troca suas pílulas por placebo. Seu filho aprende a fabricar explosivos com um amigo imaginário. Evidências da persistência do clube da luta estão por todo o lado. Até o momento tudo literalmente pega fogo.

Nos próximos três parágrafos vou narrar fatos que acontecem nos capítulos 2 a 10, estejam avisados, spoilerfóbicos. Com o incêndio de sua casa e o desparecimento de seu filho, Sebastian decide  infiltrar-se  no projeto Desordem e Destruição  e volta à casa na Paper Street. Marla não fica esperando e procura indícios de seu filho com a ajuda de crianças envelhecidas que conheceu num grupo de apoio a portadores de progéria. Aí tudo fica ainda mais bizarro, pois entram novos personagens, como o próprio autor, Palahniuk que vai guiando os personagens, metalinguagem que parece saída de algum roteiro de Charlie Kaufman (Adaptação, Quero ser John Malkovich). Outros personagens do livro anterior retornam, como o Cara de Anjo (Jared Leto no filme), um Robert Paulson zumbi e Chloe (que não tinha câncer, sendo uma farsante nos grupos de apoio também).

Além da polêmica metalinguística, há também uma mudança mística na origem de Tyler. Ele conta a Sebastian que sempre existiu para os seus antepassados, como um vírus mental, levando-os a uso de drogas e separações. A ideia é interessante, já que ao contrário dos autores, os personagens perduram, uma ideia nunca morre. Porém criar esse novo twist tira parte da já  pouco verossimilhante obra original, seria como dizer que o Homem-aranha tem seus poderes de um tótem e não de uma picada de aranha radioativa.

Outro ponto baixo é o final, onde o autor se perde e une todos os elementos, num ataque à mansão do projeto Desordem e Destruição, Sebastian apanha pro filho (sendo que já tinha apanhado do vizinho, de Marla e do Cara de Anjo), e inicia-se um plano de destruição mundial para purificar o mundo. Prevendo a repercussão negativa, o autor faz um novo final, dessa vez feliz. No final nem Tyler suporta o autor, dando um fim nele. A história tem mais finais que Senhor dos Anéis: O retorno do Rei!

A arte de Cameron Stewart é ótima e adequada. Boa iniciativa de fugir da imagem dos atores que imortalizaram os personagens no cinema. A presença de pílulas e onomatopéias flutuando por cima do quadros dão uma camada a mais às imagens, sinestésica, como se além da visão pudéssemos adicionar um sentido a mais, seja o som de gargalhadas ou a sedação das pílulas.

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Por falar em sentidos,na edição nacional da editora Leya, a capa traz detalhes em textura mais áspera nas imagens de bandagens, enriquecendo a edição. Pra ficar perfeito, só faltou no final incluir alguma entrevista com o autor ou as capas variantes, como a que está na primeira imagem do texto.

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Resumindo, pra quem não leu o livro ou viu o filme original eu não aconselho entrar nessa viagem. Pra quem gosta do filme, essa HQ não vai “estragar sua infância/adolescência” , além de ser divertido voltar a esse mundo bizarro. Não chega perto do nível da obra original, mas vale SIM a leitura. Nota 6,9.

PARÁGRAFO TRANSMÍDIA: Não sei se vão adaptar essa continuação, mas pra evitar comparações com o original, não chamaria os atores do original. Escalaria Patrick Wilson para Sebastian, Ben Foster para Tyler e Selma Blair seria Marla. Pra dirigir, acho que Fincher não voltaria, então poderia ser Spike Jonze, que tem experiência em dirigir as bizarrices dos roteiros de Charlie Kaufman.

 

Espírito Da Vingança Animado

Ghost_Rider_Motorcycle

Nesta semana estréia a quarta Temporada de Agents of S.H.I.E.L.D e, a novidade essa temporada será o Motorista Fantasma que será um personagem recorrente. Oi? Não sabem quem é o Motorista Fantasma? Leiam esse post, jovem gafanhoto.

Enfim. Essa não é a primeira vez que a TV é “invadida” por um Espírito da Vingança. Algumas versões do personagem já deram as Caras (Ou Caveiras Flamejantes) como coadjuvantes em jogos e animações (Chegou inclusive a ter seu próprio Game )

Irei me focar apenas nos desenhos mas na época do Segundo filme com o Nicolau Gaiola, eu fiz um post sobre ele que vocês podem ler  aqui.

OCEANO, de Warren Ellis e Chris Sprouse.

Warren Ellis é um dos meus quadrinistas favoritos, mas estou longe de ter lido toda sua obra, que é bem extensa.  Nem sabia que existia essa minissérie de 2004 em seis partes, que foi lançada em 2010 pela Panini por 48 reais, mas estava em promoção numa dessas megalojas  por 18,90 e nem pensei duas vezes em adquirir.

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Demolidor: Partes de um Todo.

O Demolidor é meu segundo herói favorito, só perdendo para um certo aracnídeo piadista. Ele poderia ser uma versão baixa renda do Homem-Aranha, seja na popularidade ou na qualidade dos adversários, caso Frank Miller não tivesse cruzado seu caminho e criado o melhor run de herói que já li na Marvel vida, com narrativa inovadora e cinematográfica, que reverbera no herói até hoje. Após sua fase, o herói também teve bons momentos a cargo da roteirista Ann Nocenti, mas depois não houve nada relevante.

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