As histórias mais tocantes do Homem-aranha.

O Homem-aranha é um dos mais famosos heróis de quadrinhos de todos os tempos. Ele não é mais forte que o Hulk, nem mais inteligente que o Sr. Fantástico, mas é o mais humano dos personagens, o que faz com que os leitores se identifiquem imediatamente com as suas desventuras. Como na vida real, não é nada fácil a vida de Peter Parker, que órfão desde criança, foi criado pelos tios e logo após ganhar seus poderes aracnídeos perde o tio, assassinado na primeira edição do herói  (Amazing Fantasy 15).

Gwen

Dentre os momentos mais tocantes estão as mortes de coadjuvantes, como o pai da sua namorada, o capitão Stacy ( Amazing Spider-man 90) e posteriormente sua filha Gwen Stacy, que todos os fãs torciam para que se casasse com Peter, em meados dos anos 70. Essa história (ASM 121) marcou época e é considerada um dos precursores da era de bronze nos quadrinhos. Outras histórias contemporâneas que remetem a essa perda são a minissérie Homem Aranha Azul e a pequena história de dez páginas O Beijo (Webspinners 1).

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Nos anos 80, as duas mais emocionantes histórias são o pequeno clássico “O menino que colecionava o Homem-aranha”, onde o herói vai visitar uma criança que lhe havia enviado uma carta para conhecê-lo. Ele conta sua história e até revela sua identidade ao garoto, mas no final, quando o herói sai da propriedade onde o garoto morava é que percebemos que se tratava de um hospital para crianças com câncer. A outra história é a morte de Jean DeWolff, policial aliada do Homem-aranha que é brutalmente assassinada pelo serial killer Devorador de Pecados. Quando o herói descobre, ao ler seu diário que ela sempre foi apaixonada por ele e nunca se declarou, fica possesso e quase mata o vilão.

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Os anos 90 foram conturbados para o Homem-aranha, com prevalência de tramas complexas e interligadas como a Saga do clone, mas dois momentos foram marcantes: a morte de Harry Osborn (SSM 200) e da tia May (ASM 400; que na verdade era uma atriz, mas melhor nem lembrar desses detalhes).

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Em meados dos anos 2000, a Marvel reiniciou os títulos aracnídeos, Amazing Spider-man e Peter Parker: Spectacular Spider-man. Surgiram também títulos sem vínculos cronológicos, como Tangled Web e Webspinners, onde surgiram pequenos contos emocionantes. Um grande autor nessa linha foi Paul Jenkins, que logo em sua primeira história com o personagem (PPSSM 20) faz de uma visita em um dia chuvoso ao túmulo do tio Ben, um recordatório nostálgico e divertido sobre os trotes que “pregavam” um no outro e da importância do bom humor nas situações tristes da vida.

Outras histórias cativantes dessa fase são História Policial (PP26), onde a história inicia como um documentário sobre a rotina de uma delegacia e termina com o jovem Peter sendo consolado após a morte da Gwen Stacy, numa cena muito tocante. Outra é Heróis não choram (PP35), onde um garoto negro imagina que o Homem-aranha é negro como ele e Spectacular Spiderman 14, onde um rapaz com paralisia cerebral fica no terraço do prédio acompanhando as aventuras do Homem-aranha e quase é vítima de Morbius. A última história de Paul Jenkins (Sensational Spider-man 27) remete à sua história inicial, inclusive encerrando com todos os personagens se despedindo no cerrar de uma cortina .

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O conto Leah, inspirado no conto da pequena vendedora de fósforos de Hans Christian Andersen, de 1845, publicado em Friendly Neighborhood Spider-Man Annual 1, escrito por Peter David, onde uma garotinha às vésperas da morte sonha aventuras com o homem-aranha para fugir da sua cruel realidade.

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Enfim, histórias sobre perda são tocantes e os heróis podem sofrer tanto quanto os leitores. Ao lidar com isso na ficção, o Homem-aranha faz com que nós possamos superar nossas perdas também, encontrando alegria nos nossos corações, onde pensávamos que não existiria mais lugar para tal sentimento. É isso que faz dele um herói tão especial.