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Poirot: Os elefantes não esquecem

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Como falei no post sobre o seriado do Poirot , os últimos episódios finalmente começariam a ser exibidos pela ITV. O primeiro deles foi ” Elephants can remember ( Os Elefantes não esquecem, no título nacional)” e como prometido no já citado post anterior, vamos ao review(Sem Spoiler).

Anos atrás, um casal é encontrado morto junto à arma do crime. As investigações chegam á conclusão que se tratou de um crime passional seguido de suicídio. Hoje( na época da história, é lógico) a filha daquela casal vai se casar e a mãe do noivo chega para Ariadne Oliver com uma curiosa pergunta: “Mas foi o marido que matou a esposa ou o contrário” . Com a curiosidade aguçada, a Madame Oliver apela para seu amigo Hercule Poirot e ambos partem para tentar descobrir a resposta da única maneira que podem: Entrevistar os amigos e empregados que estavam na casa na época do crime, apelidados de “Elefantes”, pois a esperança é que eles ainda lembrem de detalhes que podem ter passado despercebido na época do crime.

 

Na Academia com a Marvel

Fim de ano é aquela época onde nos acabamos de comer como se não houvesse o amanhã. Mas como o Mundo não acabou,o amanhã chegou e o começo de ano é tempo das pessoas preocupadas com a saúde(Não é meu caso) de perder aqueles quilos que ganhamos com as guloseimas. O que? O Natal acabou com sua grana e não sobrou nada pra pagar uma academia? “Seus pobremas se acabaram-se”: Os super-heróis Marvel vão te ajudar a entrar em forma.

Eu já falei aqui sobre o livro de receitas da Marvel e lá comentei qu enos anos 70 a Marvel estampava seus personagens em tudo que eles pudessem publicar e esse The Might Marvel Comics Strength and Fitness book se encaixa nessa categoria: Lançado em 1976, o livro traz,em 128 páginas,os personagens da casa das ideias ensinando a fazer exercícios simples(Ok. Alguns nem tanto).

O Puny God vai ver quando Hulk ficar mais forte

E assim como no livro de receitas,aqui a curiosidade fica para os personagens em situações inusitadas. Causa estranheza ver os personagens se contorcendo em posições estranhas. Sem contar que alguns exercícios demonstrados chegam a ser meio…comprometedores como o da imagem abaixo.

Isso é exercício ou dança?

Todas as ilustrações são de Joe Giella, o mesmo artista responsável pelo “Marvel Cookbook” e os textos são de Ann Picardo(Com o Stan dando alguns pitacos ).
 Não há muito mais a dizer sobre “The Might Marvel Comics Strength and Fitness book”. Por isso deixo vocês com as imagens que é o que vale. Como diria o Paulo Cintura: Saúde é o que interessa! O resto não tem pressa!

Espero que essa mancha seja apenas uma sombra

O Hobbit : Uma sensação inesperada

O filme conta a história ocorrida 60 anos antes dos eventos mostrados em “O Senhor dos Anéis” onde Bilbo Bolseiro(Martin Freeman) um Hobbit que levava uma vidinha pacata, recebe a visita do Mago Gandalf(Ian Mckellen)  e  treze anões. O que a trupe quer é usar os serviços do Hobbit (Ainda que ele mesmo não entenda que tipo de serviço possa prestar) para a jornada que estão prestes a começar: Recuperar o tesouro e o reino dos Anões que foi tomado a muito tempo pelo terrível dragão Smaug. Assim os 15(Se eu não errei a contagem) partem nesta jornada onde enfrentarão muitos perigos.


   Como já havia dito no post sobre a animação de Hobbit,no início do ano eu não me imaginaria assistindo a esse filme pelo fato de,até aquele momento, não ser lá muito fã da trilogia do anel. Pra ser sincero nunca havia nem assistido por não ser fã do estilo e blábláblásouumaantablábláblá. Pois bem, eis que depois de finalmente ver os três filmes(e me tornar fã) lá estava eu no cinema no fim de semana de estréia ainda com um pé atrás. Sim. Porque diferentemente de “O Senhor dos Anéis” que são,de fato 3 livros, o Hobbit é apenas um de 200 páginas e estava receoso que o fato de transformarem um livro tão pequeno em três filmes fosse fazer a história ficar muito arrastada. E esta é outra das ocasiões em que adoro estar errado.

  O filme ficou com um ótimo ritmo. E até por ser uma história mais leve que O Senhor dos Anéis(Tolkien escreveu o Hobbit para seus filhos) Hobbit lembra em muito aqueles filmes de aventuras oitentistas estilo “Os Goonies”, “Conta comigo” onde um grupo vai de um ponto A ao ponto B passando por muitas situações no caminho.
Na trilogia Senhor dos Anéis o Gimli é o alívio Cômico dos filmes então era de se esperar que com set…digo, treze anões o nível de comicidade fosse alto como de fato é. Mas falando friamente: só três ou quatro dos anões se destacam,o resto é só pra completar elenco(e aqui os fãs do Tolkien me matam)assim como  no livro. Mas isso não é ruim. Meu maior ponto crítico do livro está lá pelo final então vou deixar pra comentar no momento oportuno.

Pelo fato do livro ser curto, Peter Jackson acabou pegando eventos que só são narrados nos chamados “Apêndices” que são contos que o Tolkien escreveu e que ajudam a complementar a história aqui e ali para estender o filme. Achei que quase tudo que foi inserido além  do livro Hobbit fez a história ficar mais rica e detalhada.Além de contarem melhor as histórias de alguns personagens como por exemplo a razão do Thorin ser chamado de “escudo de carvalho” além da aparição de antigos personagens como a Galadriel.
 Outro ponto que eu gostei foi eles terem usado até mesmo algumas frases e diálogos idênticos ao livro. Diferente de Hobbit, eu não li a trilogia do anel e não sei se lá teve essas “homenagens” mas eu achei legal. Inclusive alguns capítulos do livro são referenciados como sair “da frigideira pro fogo” e outros.

A trilha sonora é outra que merece citação. Muitas são reaproveitadas diretamente de Senhor dos Anéis. Dá um arrepio ouvir novamente o tema do Condado ou o do Um Anel . E isso pra mim que sou fã a menos de 4 meses. Imagine pros fãs de longa data?
 Claro que, como sempre,nem tudo é perfeito. Como mencionei existem alguns trechos inseridos que são,não digo, desnecessários mas que se não tivesse,não iam fazer falta(falei,falei e não falei nada). Um exemplo é o personagem Radagast(apelidado por mim de “Papai Pascoal”). Os trechos com ele foram os únicos momentos em que olhei no relógio pra ver se faltava muito pra terminar o filme. E outra coisa são os efeitos especiais. Algumas das CG são tão mal feitas que era impossível não pensar em um grande videogame. A exceção,lógico, é o Gollum que está ainda mais real do que nunca(E aqui fica,de novo meu protesto de que, se o Oscar fosse uma premiação séria,o Andy Serkis já tinha levado uma estatueta pra casa).

O Hobbit acabou me surpreendendo mais do que eu esperava. Um belo filme, com um ritmo que não cansa,e muito bom rever os personagens depois de anos(ou meses,no meu caso) bom início da nova trilogia. Que venha A desolação de Smaug.


O Livro do Jogador Número Um

A sociedade foi pro espaço. Uma crise de energia aliado a outros problemas tornou  a vida real muito complicada. Aos poucos a população foi passando cada vez mais conectada dentro do OASIS,um mundo online no estilo Second Life(mas muuuuito mais avançado)onde lá, pode-se ser quem você quiser e esquecer os problemas do mundo real. Aos poucos as tarefas diárias como ir ao trabalho,escola e etc foram sendo transferidas pro Oasis afinal é bem mais fácil (e barato) manter uma escola virtual do que uma real.
 A história começa quando James Halliday, o multi-ultra-mega-milionário criador do Oasis morre. Como não tinha herdeiros, Halliday inseriu dentro do Oasis pistas, dicas desafios que levariam a um Easter Egg. quem fosse capaz de reunir todas as dicas e encontrá-lo, seria o legítimo dono de sua fortuna.
 Assim,praticamente todo mundo parte em busca do Easter Egg. Mas quem será o jogador número 1 a conseguí-lo?

A primeira vez que ouvi falar de Jogador Nº 1 foi no podcast do MRG e desde o começo fiquei interessado pela história afinal além de gamer nostálgico,sou um apreciador dos anos 80 afinal foi nessa década que eu cresci. E a história do filme não trata só de Videogame mas de toda a cultura pop dos anos 80. São tantas referências que é difícil até lembrar de todas quando são citadas.Uma dica que li na internet(Acho que no próprio MRG) é que,quando estiver lendo,fique com um computador perto. Assim quando algo for citado dá pra fazer uma pesquisa rápida e visualizar e,quem sabe,descobrir o próximo passo antes do protagonista.

Ernest Cline,o autor, tem experiência no mundo nerd: Foi o autor de Fanboys;filme centrado nos fãs de Star Wars. E ele ganhou meu respeito  por TER UM DELOREAN!! Qualquer um que tenha um Delorean irei respeitar eternamente.
Mas não são só as referências que fazem de Jogador Nº1 uma leitura agradável. A história é bem competente. As já (exaustivamente) citadas referências não são apenas jogadas. Sempre tem um contexto e uma razão pra estar ali. e o mais importante em um livro: A escrita não torna a leitura cansativa. Faço um paralelo com As crônicas de gelo e fogo: Apesar de ser fã e ter lido os cinco livros,tem momentos que tanta descrição tanta enrolação dava vontade de pular os trechos.Com Jogador nº1 não aconteceu isso.
Li o livro muito rápido(Para os meus padrões “sem tempo pra nada”).
E tem um vilão(ou equipe) que você vai aprender a detestar.

Mas como nem tudo é perfeito…muitos leitores que compraram o livro no lançamento aqui no Brasil reclamaram da péssima tradução que o livro recebeu. Nomes escritos errados, Traduções equivocadas e coisas do tipo. Felizmente a editora corrigiu esses problemas e a versão que comprei não tinha mais os erros. Mas ainda acho que o título do livro poderia ser outro. O título original “Ready Player One” faz menção à frase presente na abertura de muitos games. Aqui no Brasil ninguém(A não ser os chatos pessoal  anti estrangeirismos)fala “Jogador” o que acontece é :” O jogo é pra dois jogadores? então sou o Player um e você é o Player dois” Acho que podiam ter mantido algo como “Player Um”. Mas temos de relevar. E ainda vale citar a campanha de Marketing da editora Leya que espalhou máquinas de arcade (grátis) com jogos clássicos pelas livrarias. Eu cheguei a ver essa aqui com Cadillacs and Dinosaurs.

A Warner possui os direitos de adaptação de Jogador Nº1 para os cinemas. Se conseguirem os direitos das obras citadas acho que dará um ótimo filme. Não há uma data de lançamento nem nada concreto mas eu não vejo a hora de ver.
Enquanto isso,leiam o livro.  Quem se interessar pode comprá-lo em livrarias online como a Saraiva . Vale muito a pena.
Abaixo o trailer do livro.

A Cozinha Maravilhosa da Marvel

Antigamente antes do Google(Sim! Pode parecer estranho mas existia vida antes do Google) quando alguém que gosta de cozinhar queria preparar algum prato gostoso recorria aos livros de receitas. Tinha de todos os tipos,tamanhos,estrelados por celebridades etc.
 Acredito que nenhum fã discorde que a década de 70 foi o período onde a Marvel estava mais prolífica. As histórias esbanjavam qualidade,a editora crescia e a popularidade de seus personagens só aumentava. Aproveitando o bom momento, ela estampava seus personagens em praticamente tudo que era bugiganga possível e imaginável. Desde papel de bala,cadernos,lancheiras até… livro de receitas!

Em 1977 era lançado o “Stan Lee Presents The Mighty Marvel Superheroes Cookbook” que nada mais era que um livro com diversas receitas nomeadas tematicamente pra remeter a algo da Marvel. Um sanduíche não era um simples sanduíche,era o “Sanduíche do Galactus(E eu achei que ele só devorava planetas)” . A sopa? Era uma “Sopa de vegetais de Asgard” e assim ia. As receitas variam da simples, que qualquer criança pode fazer sozinha(Mas eu não) a pratos mais elaborados.
 Claro que por serem heróis, no começo do livro eles davam dicas de segurança e como limpar a bagunça após a preparação das guloseimas(Pelo jeito eles não confiavam na habilidade dos pirralhos).

As ilustrações do livros ficaram a cargo de Joe Giella e são as ilustrações o charme do livro. ver os heróis às voltas com comida é muitas vezes risível como podem comprovar nas ilustrações do post.

E aí? Deu água na boca? Mãos à obra. agora se você é como eu que quase incendeia a casa ao fritar um ovo (E isso é uma história real),sempre resta a opção de comprar tudo pronto.

Mas cuidado, ás vezes nem um sentido de Aranha irá impedir você de causar um desastre na cozinha.