Descobrimento Do Brasil Disneyano.

Hoje é Dia 22 de Abril, Dia em que se comemora (Se é que dá pra comemorar isso) o “Descobrimento” do Brasil. Abordados em diversas obras, esse acontecimento histórico não podia passar sem ter sua versão Disney. Ou versões…

Em Abril de 2000, como parte das comemorações do Quincentenário do descobrimento, a Editora Abril lançou a edição: Zé Carioca Especial brasil 500 anos.

Na história escrita por Gerson L.B. Teixeira e desenhos de Gustavo Machado, Zé Carioca fica sabendo que é Tatatatatatatata…. er… Descendente de um tal José Manoel dos Calotes que vivia dando…calotes por Portugal e certa vez, para fugir dos cobradores acabou entrando na Expedição de Peru Álvares Cabral que partia rumo às Indias O Zé Mané (Ei. “José Manoel” é “Zé Mané”. Não é culpa minha) acabou sendo confundido com Pero Escovar, o Piloto da expedição e graças a muitas confusões do Papagaio acabam dando o azar vindo parar em Terra Brasilis.

A história é até legal mas sinceramente já vi paródias melhores. A história é dividida em capítulos e no total tem 60 páginas. Se alongam um pouco demais.  Tem uma ou outra sacada legal mas no todo não é algo que se diga: Minha nossa! Que história!!

Apesar da história ser mais focada no Zé Mané, temos o Zé Carioca também e ele está com o visual mais moderno de boné, Calça Jeans… Visual que, por si só já tenho birra. Some a isso uma história que não empolga muito…

A história foi republicada em 2013 no número 17 do Almanaque do Zé Carioca e deve ser mais fácil de encontrar nos sebos da vida.

Pra finalizar, o escrivão da Esquadra de Peru Alvares Cabral é o “Quero Mais Peninha”. O que nos leva á próxima história:

No final do ano passado fiz uma matéria sobre o Peninha onde comentei sobre as paródias estreladas pelo personagem. Uma delas nos remete ao Descobrimento do Brasil pois o Peninha encarna o Pero Vaz de Caminha.

Com roteiro do grande Ivan saidenberg e desenhos de Euclides K. Miyaura, somos apresentados a Pero Vaz de Peninha, o outro escrivão da frota de Cabral. Ele acaba sendo esquecido no Navio quando os Portugueses desembarcam e, ao tentar ir á praia por conta própria, acaba se perdendo e resolve registrar, por si só, tudo que encontra em Terra. Óbvio que, por se tratar do Peninha, pode-se esperar muitas confusões.

“Pero Vaz de Peninha” consegue em sua 8 páginas se sair melhor que a do Zé: A história é engraçada, tem um roteiro ágil e engraçado como a grande maioria das paródias do Peninha. A história é bem movimentada e quase não sobra tempo pra respirar. Está sempre acontecendo alguma coisa.

Assim como na história do Zé, é o protagonista quem se encarrega de nomear a nova Terra e, até nisso, o Peninha se sai melhor, como podem conferir na imagem abaixo.

No geral, as duas histórias são válidas para se ler. Talvez a do Zé seja mais fácil de encontrar já que a do Peninha foi publicada por aqui pela última vez em 89 na edição 185 da finada Edição Extra.

Boa leitura, Brava gente Brasileira.