Justiceiro Da Netflix

Depois de ter feito sua estréia na segunda temporada de Demolidor e ter sido, na minha nada modesta  opinião, o que a salvou de ser uma tragédia completa, o Justiceiro ganha um seriado para chamar de seu… e isso, infelizmente não foi uma coisa boa.

Vai ter Spoiler… Não que faça muita diferença…

Não é de hoje que não venho gostando do rumo que a Netflix deu para seus seriados mas me permiti ter esperanças para a série do Justiceiro que é, juntamente com o Demolidor, meu segundo personagem preferido da Marvel. Além do mais, adorei a forma como o personagem foi trabalhado na já citada série do Vermelhinho (Não. Não é o Chapolin). Contrariei assim uma das minhas regras: Não botar expectativa em nada.

O primeiro episódio é até bacana. Apesar de eu não ter gostado de terem deixado a caça aos membros das Gangues envolvidos na morte da família “fora da tela” já que antes mesmo da abertura do episódio é mencionado que o Frank matou todo Mundo. Mas va lá. Ao longo do episódio vemos um Frank tentando se manter incógnito. Trabalhando, não se misturando com a gentalha e afins até que uma confusão de um companheiro de trabalho o obriga a voltar á ativa e massacrar uns bandidinhos pé de chinelo e membros de uma facção ligada aos Gnuccis. Aí você pensa: Beleza! Agora veremos o Frank se metendo(E metendo bala) em Mafiosos não? Pois é… Não.

A partir daí, entra o personagem do Micro (Leva dois longos episódios pra isso) e caímos, junto com o Frank numa trama de Conspiração Militar arrastada(Estilo Netflix) e forçada onde é dito que a Família do Castle não foi morta a toa e não só pelos motivos mostrados lá em Demolidor. O General do Mal lá era só a pontinha do Iceberg e tinha toda uma missão Paramilitar secreta da qual o Frank fez parte e por isso ele tinha de morrer mas no final morreu a família e ele ficou vivo porque zzzzzzz.

E tudo ligado a essa trama é sem graça: A dupla de Policiais, os amigos Ex-combatentes, entre eles um tal de Billy Russo que, até se você não conhece os quadrinhos, a tal grande revelação de que ele era na verdade do mal não tem o menor impacto. E claro um chefão esteriotipado que você sabe que vai morrer da pior forma possível no final .(Esse vem dos quadrinhos também apesar de aqui ele ser apenas uma cópia mal feita do Herr Star de Preacher.)

Some a isso ainda uma terceira trama que, apesar de ter até uma ideia bacana por trás, que é discutir a mania armamentista que os Estadunidenses têm. Mas cai no mesmo problema que é feito de uma forma que deixa tudo chato. Eu particularmente não dei a mínima pra tal Soldado com problemas. Inclusive torci pra ele se matar quando teve chance já que não aguentava mais. Como se já não fosse ruim o bastante, é nessa trama paralela que a Karen Paige tem mais destaque e como ela é uma personagem padrão Netflix de qualidade, nunca vou entender darem todo esse destaque pra ela.

E voltando ao Micro, o personagem está bem diferente de sua contraparte dos quadrinhos e não vejo problema nisso afinal até que rola umas cenas legais com ele. A interação dele com o Frank vai crescendo ao longo da série( É o único desenvolvimento visível que temos nessa droga) apesar da  ladainha do Frank com a família  dele ser sacal. É um bom personagem.

E já que tirei esse tempinho pra elogiar as poucas coisas que o seriado tem de bom, o Jon Bernthal continua mandando bem. Apesar de um ou outro grito bizzaro, o cara é bom ator e não tem culpa do caminho que os produtores deram pro personagem.

Apesar de paradona em 80% do tempo, a série tem uns lapsos de ação e violência. Apesar de ser sangue digital, há algumas cenas bem brutais, como a transformação do Billy no Retalho. Deu até pra sentir a agonia do personagem. E isso é um acerto por parte do seriado.

No geral não sei se posso dizer que fiquei decepcionado porque meio que já espero coisas assim vindo da Netflix mas com certeza esperava mais até pelo que mostraram que podiam fazer com o personagem. No fim, o primeiro episódio serve pra um desfecho do personagem lá de Demolidor e o último episódio como um “prequel” de uma provável segunda temporada.

Eu não nutrirei mais esperanças. Se vier uma segunda temporada bacana com os Gnucci, o Retalho e um monte de mafiosos pro Frank detonar, beleza. Se inventarem uma nova Conspiração sonolenta, já estarei esperando também.

Infelizmente a Justiça não foi feita. Ficou longe disso, na verdade.