Super-Homem II: Um Super pra se respeitar.

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Não é segredo pra ninguém que não tenho lá muito apreço(pra não dizer outra coisa)  pelo Super-Homem. Esse negócio dele poder tudo, ter 1928495783943 tipos de poderes e afins nunca me agradou mas, como dizem que toda regra tem sua exceção, no meu caso ela tem um nome: Christopher Reeve.

Anos atrás, um “trio de três” malfeitores de Krypton são condenados e aprisionados a passarem o resto da vida aprisionados na Zona Fantasma pelo Jor-El. Agora um acidente os liberta e eles partem para a Terra(que tem histórico em atrair todo tipo de maluco que existe no Universo). Ao chegarem aqui, eles descobrem que adquiriram super poderes sem precisar tomar contato com nada radioativo. Liderados pelo General Zod eles, como todo bom vilão que se preze, decidem dominar tudo.  E a tarefa se torna ainda mais divertida(pra eles) quando descobrem que Kal-el , o filho do Jor-el está na Terra também (coincidência, não?) agora não só vão dominar tudo como ter sua sonhada vingança contra a família El.

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Costumo dizer que sou imune á tal “regra dos 15 anos” que o pessoal gosta de alardear por aí. Na minha opinião, se o filme (vou usar filme como exemplo porque é o assunto aqui mas vale pra tudo)  te divertiu na época em que você assistiu, é o que vale. Acho injusto olhar pra algo antigo com os olhos de hoje e dizer “É uma droga. Como é que eu gostava disso??”.  Mas claro que existem aqueles filmes que eram melhores na sua memória mas nem por isso tira seu mérito.

Esse é o caso do segundo longa do Homem de Aço lançado em 1980.

Começando pelo mais óbvio: Os efeitos especiais não envelheceram muito bem. Nem as cenas de vôo, que são um dos “charmes” do filme aguentaram. Também me surpreendi com a canastrice dos atores. Principalmente a Lois Lane/Margot Kidder  Mas não podemos esquecer do Gene Hackman e seu Lex Luthor que acaba sendo o alívio cômico do filme.

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Algo que nunca engoli bem o fato da identidade secreta do Super. Não adianta as zilhares de explicações idiotas que tentam inventar ao longo dos anos. Mas eis o porque eu respeitar demais o Christopher Reeve: Ele (quase) consegue nos fazer acreditar que um simples par de óculos realmente seria suficiente para esconder sua verdadeira identidade. A transformação que o ator dá às duas interpretação é fenomenal. Um exemplo é na cena onde ele revela a identidade para a Lois: Lá vemos o Clark com sua fala mansa característica e jeito tímido para, ao tirar os óculos,  já se transformar totalmente no Super-Homem. É por isso que ele sempre será o único Super-Homem( em qualquer mídia) que eu respeito.

Já os vilões. Temos o brutamontes Non (Jack O’halloran) que é apenas isso mesmo: o típico fortão burro. A Ursa (Sarah Douglas) que é a parte feminina do trio e que deve ter esse nome por ser tão bonita quanto uma ursa sem pelos. E claro o General Zod (Terrence Stamp). Eles é daqueles vilões pra se respeitar (apesar de estar na turma dos canastrões) e tem, na minha opinião, uma das melhores frases de filmes e que se tornou clássica: Ajoelhem-se perante Zod.

Superman II

 

O roteiro tem alguns furos e situações mal explicadas mas nada que atrapalhe(Talvez o pessoal de hoje em dia reclamaria se isso ocorresse em algum filme atual. Mas eles não contam já que reclamam de tudo) Também achei o filme arrastado no início e as coisas praticamente só pegam no tranco quando o Super-Homem efetivamente encontra e enfrenta o trio Kryptoniano.  Aliás, essa luta ser a principal exemplificadora de “era melhor na minha memória” ainda é bem legal. E qui quero chamar a atenção para os figurantes da cena. Chega a ser engraçado ver 4 seres super poderosos se digladiando e jogando carros de papelão pra todo lado, enquanto a maioria da população continua com sua vidinha normal como falar ao telefone, passear com carrinhos de bebê e coisas do tipo.

Um fato que realmente me desagradou é o plot envolvendo o Super e a Lois. Eu devo ter bloqueado da minha memória mas realmente não lembrava que o herói desistia de seus poderes pra ficar com a mocinha(Que, diga-se de passagem, compete no quesito “beleza” com a Ursa). Se tem uma coisa que vou sempre reclamar é quando  inventam de colocar romance em filmes de heróis. Principalmente se isso toma muito do roteiro e acaba tendo muita importância. É por causa disso que o Super só encontra a turma do Zod no fim do filme e, antes disso, não aconteça nada de relevante. Ao menos já sei de onde o Sam Raimi tirou inspiração para sua trilogia “Quem vai ficar com Mary Jane” de filmes do Aranha… Completamente desnecessário.

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E claro que não poderia deixar de falar da trilha sonora. O tema do Super-Homem composto por John Willians é uma coisa tão espetacular que consegue fazer até alguém como eu, que não gosta do personagem, arrepiar. Ela entrou com certeza na história das grandes trilhas do cinema.

Fazia uns bons 20 anos que não revia esse filme e apesar de alguns defeitinhos que não o atrapalham (tirando o romance), Super-Homem 2 : A aventura continua ainda é um bom filme. Claro que tem algumas coisas que não fazem sentido nem com muita boa vontade como o Simbolo de celofane ou o “beijo amnésico” mas vamos relevar. Pelo menos dessa vez ele não voltou o tempo ao girar a Terra ao contrário.

Superman 2 será sempre, ao menos pra mim, o melhor filme do personagem. E vou ainda além: É a melhor versão do personagem em qualquer mídia e merece ser visto.

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SUPER

  • Rodrigo_Monio

    Mac, precisamos algum dia conversar sobre esse filme, incluindo aí uns probleminhas que identificou nele…