Tag Archives: Nostalgia

Novo Peugeot em uma Corrida Maluca

Depois da Volkswagen lançar o comercial do novo Fusca e “trazer” até o Mussum de volta, agora é a vez da Peugeot abusar da criatividade e para enaltecer as qualidades do novo Peugeot 208, eles colocam o carro contra ninguém menos que a turma da Corrida maluca.
Oi?Você é novo e não sabe o que é Corrida Maluca? É simples pequeno gafanhoto: era um desenho do final da década de 60 que mostrava um bando de malucos competindo em corridas (Daí o título ) das mais hilárias. Mas se bem que, melhor do que eu falar,é vocês mesmos verem por sí só: Vão lá no Youtube que tem os episódios pra assistir.

Agora se você é velho experiente como eu e não perdia um episódio do desenho quando era criança com certeza vai gostar de ver todos aqueles personagens novamente mesmo que rapidamente. E devo dizer que o comercial está muito bem feito e divertido de se assistir.

Não sou daqueles que adoram carros mas essa onda de originalidade das empresas do segmento são muito bem vindas (A Mercedes devia aprender também) . Se continuar assim, aquele momento em que aproveitamos os comerciais pra ir “cuidar de instintos básicos” no banheiro pode estar comprometido.

Parabéns á Peugeot e à agência Y&R pela sacada.

Ps. Destaque pra Penélope (Pra lá de) Charmosa.

 

De volta ao Castelo da Ilusão

Depois de Ducktales para NES ter tido o relançamento em HD anunciado, outro jogo Disney vem aí: Um teaser do clássico Castle Of Illusion foi divulgado hoje.

Castle Of Illusion é o primeiro da chamada Quadrilogia da ilusão (Sobre a qual eu falei aqui  ) e é considerado um dos melhores jogos da parceria Disney/Sega.

O teaser,na verdade, não mostra lá muita coisa além de que o jogo será lançado em 2013. Esperemos mais informações e quando saírem, trago aqui pra vocês. Agora chega de falatório e fiquem com o Teaser.

,

A morte de Jean Dewolff e seu impacto em mim.

Eu sempre gostei de ler. Mesmo antes de, efetivamente saber ler, já andava com gibis pra cima e pra baixo. Como a grande maioria dos brasileiros,comecei com Turma da Mônica mas logo conheci Disney e “migrei” pro Mundo dos patos(Do Rato, não). As revistas de Super heróis não me chamavam a atenção. Em meados de 93 , 94 um tio meu que era porteiro em um prédio, me trouxe um monte de revistas que os garotos de lá iam jogar fora. Entre Disney, Turma da Mônica e outras que não merecem ser lembradas (Moranguinho, Xuxa e similares) havia uma do Aranha (Tinha algumas da DC também mas desde aquela época já aprendi a não me misturar com gentalha) Depois de ler as aproveitáveis, como estava sem nada pra ler, peguei aquela do Aranha só pra ver qual era a da história. A revista não tinha capa mas era a edição 48 da Editora Abril.

A edição sem capa que mantenho até hoje

Na história, o Aranha enfrentava o vilão Gladiador. Logo de cara já gostei do que li. e resolvi ir procurar mais. Dias depois passei em uma banca de revistas usadas e encontrei um pacote com duas edições pelo preço de uma. Eram os números 87 e 88 e, posso dizer que foram essas revistas que realmente me capturaram e me fizeram dizer  : “Ta aí! Fiquei fã desse personagem” E a partir dessas edições, comecei a expandir : Nessa mesma banca comprei mais revistas do Aranha e conforme outros personagens iam aparecendo nas histórias fui conhecendo o Universo Marvel como um todo. Só passei a comprar a revista do Aranha atual(na época) mensalmente uns três anos depois mas aí já estava fascinado e o resto é história.

Mas se você ainda está por aí, deve estar se perguntando: Mas o que raios essa história tem a ver com “A morte de Jean Dewolff?” É simples: Foi exatamente nas Homem-Aranha 87 e 88 que a história foi publicada na Abril.

O início dos anos 90 coincidiu com a época em que eu estava começando a gostar de Agatha Christie e acredito que esse seja um dos fatores que fizeram “A morte de Jean Dewolff” me marcar: Nela temos um assassino misterioso que podia ser qualquer um. Além do que, pra um pequeno mancebo que estava acostumado com histórias Disney, o clima pesado da história era algo completamente diferente: Já na segunda página vemos,sem pudor, o “cadáver morto ” da pobre Jean e a violência só se mantinha nas diversas mortes cometidas pelo Devorador de Pecados ao longo da trama.
Outra coisa que vale citar é que o Devorador de Pecados não era um vilão com super poderes mas sim apenas um homem normal (doido, é verdade, mas ainda assim normal) e algo que passei a entender conforme ia conhecendo cada vez mais o Aranha é que uma das características do personagem era exatamente esse lado humano. Não precisamos de pactos com demônios, incluí-lo em uma versão caça-níquel dos Vingadores, trocas de corpo com vilões ou qualquer uma das inúmeras idiotices que os roteiristas imbecis fizeram com o personagem nos últimos dez anos para se construir uma boa história: Algo simples é sempre o que rende as mais memoráveis histórias, vide “O garoto que colecionava Homem-Aranha” .

Algo que tornaria a história ainda melhor seria se eu já fosse leitor do Aranha de longa data na época em que li essa história porque eu sentiria bem mais a morte da Jean já que ela era uma personagem frequente nas histórias. E lembrando que estamos falando de uma época em que mortes nos quadrinhos chocavam e não apenas nos faziam perguntar: “volta quando?” . Eu já havia falado sobre essa história aqui mas como na época  eu não segurava os Spoilers, só recomendo a leitura pra quem já leu a história. Aproveitando o lançamento da versão em formato Americano pela Panini, resolvi voltar a ela. Na verdade eu poderia ficar falando sobre “A morte de Jean DeWolff” pelo resto do dia mas vou me segurar e terminar apenas falando que, se algum dia você confiou em alguma das minhas indicações, ou se é um leitor mais novo e só conhece o Aranha pelas histórias atuais, pode(e deve) comprar a edição da Panini que está maravilhosa (Adoro formatinho mas formato americano é outra coisa) e peço que depois venha aqui neste post e me diga o que achou da revista. Quem sabe ela seja tão marcante pra você como foi pra mim.
Pra finalizar, como até agora não falei da sinopse da história, segue o release oficial e boa leitura.
Só lamento que a Panini não tenha optado pela capa dura nesta edição especial.

“Ele é o Devorador de Pecados, o homem que toma os pecados do mundo para si matando todo ímpio que vê — mas o assassino abarca mais do que pode quando tira a vida da capitã de polícia Jean DeWolff, uma amiga do Homem-Aranha! Como o herói pode perseguir um vilão que tem todos como alvo para onde quer que vá? Acompanhe o Escalador de Paredes em uma busca desenfreada culminando em um momento fundamental envolvendo o Homem-Aranha e o Demolidor, os dois maiores astros de Manhattan!”

Originalmente publicado em:
Peter Parker – The Spectacular Spider-Man 107 a 110 e 134 a 136

Detalhes da edição
Formato americano (17 x 26)
172 páginas
Capa Cartão
Lombada Quadrada
Papel LWC
Publicação Especial
Preço: R$ 21.90
Distribuição Nacional

A polêmica Saga do Clone

Eis um post que eu sempre quis fazer mas que adiei até um momento propício. E após finalmente completar a coleção de encadernados da Saga que comecei ano passado eis que o momento chegou. Então vocês, os dois fãs da Saga do Clone além de mim, me acompanhem no desafio de resumir dois anos em poucas palavras.

Cinco anos haviam se passado ( No tempo cronológico das histórias) desde que o Chacal clonara o Homem-Aranha numa tentativa de vingança por achar o herói responsável pela morte de Gwen Stacy .
O Herói aracnídeo continuou com sua vidinha “azarada” : Namorou a Gata Negra, casou com a Mary Jane etc. Um dia, a Tia May ficou doente pela 9834658736485ª vez e parecia que dessa vez a velha ia dessa pra uma melhor. É quando uma figura misteriosa fica sabendo da velha imortal estar nas últimas e começa a se dirigir para Nova York para ao menos se despedir dela.
Na época, o Aranha vinha passando por uma fase bem ruim melancólica: Após a revelação de que seus pais que haviam retornado da morte tempos atrás eram na verdade construtos artificiais(???)  criados pelo Camaleão a mando do finado Harry Osborn, o Aranha surta e havia decidido “deixar de ser o Peter” e passar a ser só o Aranha já que segundo as mentes psicóticas dos roteiristas da época, o Peter era a causa de todos os problemas do herói… ok,né?
Depois de várias histórias, a tal figura misteriosa se revela como sendo… Peter Parker!

O 1º encontro

Ele na verdade era o Clone que o Aranha havia vencido e,julgando estar morto, jogou em uma chaminé(guardem essa cena). Ele na verdade não havia morrido (Morte na Marvel? Rá!) e passado os últimos anos vagando pelos EUA.
Depois de alguns desentendimentos básicos com o Homem-Aranha original, o clone percebe que ele não precisava mais viver escondido e, já que voltou, porque não se balançar por aí? É quando ele assume o nome de Ben Reilly ( “Ben” , que era o nome do Tio e “Reilly”,o nome de solteira da Tia May ) cria um uniforme e passa a atender pela alcunha de Aranha Escarlate.
Os dois Aranhas começam a “se tolerar” o surgimento do misterioso( Todo mundo é misterioso?) Kaine que parece ter algo contra o Ben, a dupla aracnídea passa até agir juntos. Obviamente o Kaine se revela outro Clone. Na verdade ele é o clone original, o primeiro feito pelo Chacal. Só que ele acabou dando problema de degeneração  e sendo descartado, fugiu e culpa o Reilly por ter “tomado seu lugar”.
Em mais uma sequência de histórias temos descoberta de que MJ está grávida ,a volta do Chacal,a “morte” da Tia May(ênfase nas aspas) etc.

Clones, Clones por todo lado

É nesse ponto que há a virada, e motivo de ódio de muita gente: Após fazer uns testes, Peter e Ben descobrem que, na verdade,o Ben era o original e o Peter, o clone (O final da saga do clone original, linkada acima, dava margem para isso). Avançando a história,depois de aceitarem a “verdade” (Novamente, prestem atenção às aspas) os Aranhas chegam a um consenso : Peter resolve sair da cidade com a MJ para terem uma vida normal e Ben assume o posto de único aracnídeo da cidade e retoma o nome de Homem-Aranha.
Com a nova identidade e de bem com a vida, Ben começa uma vida nova. Há toda um novo elenco de coadjuvantes e as histórias até que são interessantes.

Ben e seu visual aracnídeo

Mas como nada é perfeito, e após enrolar mais um pouco, nos encaminhamos pro final da Saga: Peter que havia perdido os poderes retorna à cidade, passa a tratar Ben como um primo. Os poderes do Peter voltam, e enrolação vai, enrolação vem , Temos o retorno do Norman Osborn que estava morto desde a morte da Gwen Stacy retorna e se revela como o cérebro por trás de todo esse rolo. Desde financiar as clonagens do Chacal até toda essa zona de quem é quem entre os dois clones foi manipulado por ele. Na batalha final, O Duende acaba matando Ben Reilly que literalmente derrete nas mãos do Peter e isso prova de uma vez por todas de que ele era mesmo o clone. Eventualmente o Duende é derrotado e Peter reassume seu lugar como Homem-Aranha e assim termina a Saga do Clone.

O fim

Um consenso que todos têm sobre a saga do Clone é o fato dela ter se alongado demais. Ela começou em Outubro de 1994 e terminou em Dezembro de 1996 ( No Brasil foi de Março de 97 a Dezembro de 98). Parte disso se deve ao fato de, como já falado por diversos roteiristas envolvidos nas zilhares de revistas que a compões, a Marvel não tinha a mínima ideia de pra onde ia a história e por isso eles tiveram de encher linguiça ao extremo. Isso explica diversas tramas paralelas que não levavam a lugar algum como o tal esqueleto com uniforme do Aranha encontrado em uma chaminé e que só serviu pra bagunçar ainda mais a história.
Uma reclamação que muitos fazem é que a ideia de trocar o Peter por outra pessoa e ainda dizer que o personagem que os fãs acompanharam nas décadas anteriores era um clone seria de jerico. Acho que eu não tive problema com isso por dois motivos : Primeiro que eu já sabia como a história ia terminar antes mesmo de começar (Obrigado Revista Herói e outras que viviam de fazer spoilers) e outra é que o Ben Reilly acabou se tornando um personagem legal. Tanto suas histórias como Aranha escarlate quanto sua fase como Homem-Aranha eram bem interessantes. Acredito ( e aqui é “achismo” de minha parte) que, se não fosse essa zona de clones, essas histórias seriam  mais benquistas. Não é como se trocassem o Peter pelo Dr. Octopus como esses roteiristas de M de atualmente acham boa ideia.

Se um clone incomoda muita gente…

Outra coisa é que a Saga do Clone foi um dos últimos períodos onde eu realmente ficava ansioso para que a próxima edição saísse logo. Depois dela até tivemos alguns bons momentos mas daí foi só ladeira abaixo até culminar nisso que sai hoje em dia. e algumas coisas que tivemos durante s Saga foram simplesmente estragadas ao longo do tempo: além do clássico “esquecimento” cronológico da Pequena May, filha do Peter que os roteiristas imbecis de hoje fingem que nunca existiu, tivemos a morte da Tia May em uma história tocante e que dava um final digno pra personagem. Claro que fizeram questão de trazê-la de volta com uma explicação esdrúxula que nem me darei ao trabalho de explicar aqui. Algo parecido ocorreu com o Dr. Octopus que também morreu e tempos depois foi trazido de volta de uma forma tão ridícula quanto a tia May e os outros 2845934750382726393837 que voltaram da morte na Marvel ao longo dos anos.

A “morte” da Tia May

A Saga do Clone foi referenciada nos episódios finais da série animada do Aranha dos anos 90 onde um dos Aranha de realidades alternativas era exatamente o Ben Reilly. Também tivemos uma versão dela na linha Ultimate onde tivemos até um clone que vira a Mulher Aranha(????) . E que eu, particularmente não gosto. Recentemente tivemos também uma minissérie que tinha por objetivo recontar como a Saga Original deveria ter sido sem toda a enrolação . Pra quem interessar, falei sobre ela aqui.
No geral, apesar da Saga do Clone ter um zilhão de problemas(como a falta de comunicação entre os vários desenhistas envolvidos e que faziam os personagens terem uma aparência diferente a cada edição) e muitos terem parado de ler nesse período , eu tenho um carinho por ela. Não vou dizer que ela é uma boa história porque isso infelizmente ela não é. Mas convenhamos que, comparada com o que vem sendo publicado hoje em dia, a Saga do Clone não merece  nada essa fama de “pior história do Homem-Aranha” que muitos pregam. E ao menos pra mim ela terá sempre um lugarzinho especial na história do aracnídeo.
Ah! Sobre a série de encadernados que citei lá no começo? Bom, esperem a parte 2 deste post.

Norman Osborn revela tudo.

Jogo de Ducktales será remasterizado

Hoje a Capcom anunciou uma grande novidade para os fãs de Ducktales : O clássico jogo do NES ( O Nintendinho) será relançado em HD.
A “HDerização” está a cargo da WayForward,responsável por diversos jogos e será totalmente baseado no jogo lançado originalmente em 1990. O jogo,que é do gênero Plataforma ( Um dos meus estilos preferidos diga-se de passagem) traz o Tio Patinhas em busca de tesouros ao redor do mundo enfrentando os clássicos inimigos do desenho em fases lineares do tipo “pula e derrota inimigos”
Esta nova versão terá algumas fases extras e contará com a trilha sonora e elenco de dublagem do desenho.

O jogo tem lançamento previsto  para o Verão Norte-Americano e será lançado para as redes do Wii, PS3 e X-Box 360 por 15 Dólares. Preciso nem dizer que vou jogar isso custe o que custar né? Fiquem agora com o Trailer de lançamento.