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Os laços da Turma da Mônica

Laços 1

 

Qualquer um que como eu, tenha crescido nos anos 80 com certeza teve oportunidade de acompanhar diversos filmes onde uma turma de crianças viviam altas aventuras. Os exemplos vão desde Goonies a Conta comigo onde o foco era a amizade infantil. Turma da Mônica : Laços explora exatamente a amizade da turminha mais famosa do Brasil.

Homem-Aranha 2099 : O início

O Ano é 2099,quase um século depois que algum evento misterioso extinguiu toda atividade super humana no Mundo, a sociedade é controlada pelas grandes corporações que ditam as regras. Nesse cenário distópico somos apresentados à Miguel O’Hara, pesquisador na Alchemax,uma das Mega corporações citadas anteriormente. Miguel chefiava pesquisas de aprimoramentos genéticos quando uma sabotagem fez com o que o DNA do Homem-Aranha do passado fosse misturado ao dele. E, assim como Peter Parker, Miguel adquire habilidades aracnídeas e passa a agir como o Homem-Aranha.

Panini relança "Triunfo e Tormento"

Pelo jeito a Panini tomou gosto por relançar material antigo dos quadrinhos depois de surpreender com o lançamento do encadernado com as primeiras 10 edições de Homem-Aranha 2099, a editora pegou todo mundo de surpresa ao anunciar a republicação de Triunfo e Tormento,  Graphic Marvel estrelada pelos Doutores estranho e Destino.

Nêmesis

E eis mais um post da série : “Reviews atrasados do Clarim” . Nêmesis foi lançado em Fevereiro mas, como só agora consegui terminar de ler. Vamos postar assim mesmo.

“Bum! Snikt! Frase de efeito! Tripas voando! Piruetas! Bang!Bang! Cabeças explodindo! Mais piruetas! Situações difíceis de engolir! Sangue! Luta final! E um final mequetrefe.”

Calma fiéis leitores. Antes que pensem que eu pirei, o trecho acima é um resumo de “Nêmesis”, minissérie em 4 partes escrita pelo Mark Millar e desenhada por Steve Mcniven para o selo Icon da Marvel e que a Panini resolveu trazer pra cá como um encadernado. Amplamente divulgada, paparicada e que, no final não justifica essa super exposição toda. Acredito que todo esse Hype formado sobre a minissérie se deva ao fato de seu criador, Mark Millar ter no currículo trabalhos como Kick Ass, Os Supremos e Guerra Civil(A melhor coisa da Marvel nos últimos(E próximos) anos.
Mas, antes de continuar a malhar falar sobre a edição, deixe eu lhes trazer a sinopse oficial:

Ele é um filho do privilégio, herdeiro de bilhões após a morte de seus pais. Possui uma frota de carros de luxo, um hangar cheio de aviões e incontáveis traquitanas tecnológicas ao seu dispor. Trajando uma máscara e uma longa capa esvoaçante, ele é um homem de branco lutando incansavelmente pela causa em que acredita. Mas, se você pensa que Mark Millar e Steve McNiven estão contando uma história que você já ouviu, está enganado: você saberá que tem em mãos algo completamente diferente ao virar a primeira página. Nêmesis persegue a violenta fantasia de dar vida ao maior de todos os vilões numa atrevida e implacável epopeia de ação, ultraviolência e humor hiperbólico ao estilo Millar (Kick-Ass, O Procurado) e McNiven (Guerra Civil)!

Olhando assim até parece promissor. E é mesmo. A história começa bem mostrando o Nêmesis dando fim a um chefe de polícia de Tóquio de uma forma que deixaria o Michael Bay com inveja.  Mas é quando o vilão volta suas atenções para o Chefe de Polícia de Washington que começa um jogo de Gato e Rato interessante. Pena que a partir daí a história se perde em situações mirabolantes, cenas cheias de violência que têm como única razão de existir , nos mostrar como o Nêmesis é cruel e impiedoso (Oooh…) .
Em vários reviews pela internet o pessoal costuma dizer que Nêmesis foi a tentativa do Millar de fazer um “O que aconteceria se fundissem o Batman com o Coringa?”.  Talvez esteja aí o ponto que me tirou da história: Nunca engoli aquele papo de que “Se estiver preparado, o Batman enfrenta qualquer um”. Acho isso apenas uma desculpa pra roteiristas poderem viajar e criar planos estapafúrdios e logo depois dizer : “Estão vendo? Estava tudo planejado”

Agora vamos supor que a história faz sentido. O Nêmesis realmente é um baita planejador que tinha tudo planejado desde o início e que,por exemplo, a expressão de surpresa dele ao ser capturado pela primeira vez era só pra despistar. Quando a história se encaminha pra um final satisfatório (pelo menos para o que ela se propôs), o Millar vem com um plot twist nas últimas páginas que, literalmente joga por terra tudo o que ele te fez acreditar sobre o personagem e torna as coisas mais surreais ainda.

Mas pra não dizer que a revista não tem pontos positivos, temos os bons desenhos do Mcniven que, se não são obras de arte, ao menos não agride e são agradáveis de se ver. O traço do artista é perfeito nas cenas de ação e lutas (a porradaria final entre o Nêmesis e o Blake é fantástica) assim como nas cenas de violência extrema onde o sangue rola solto.
E a qualidade da publicação pela Panini também é digna de nota: Seguindo o estilo de encadernados como os da linha Noir, com capa dura,  papel de qualidade e um preço camarada.

Vale citar que os direitos de Nêmesis já foram vendidos para a Fox e podemos, em breve, ter um filme do personagem. Quem sabe no cinema as cenas de ação e violência façam valer a pena?

Nêmesis tem 100 páginas , Capa Dura e custa R$21,90 . Se mesmo assim ainda quiser comprar, em sites como a Saraiva sempre tem descontos(No momento em que escrevo esse post, o preço está R$17,50).
Como costumo dizer: Edições capa dura sempre ficam bonitonas na estante.

A morte de Jean Dewolff e seu impacto em mim.

Eu sempre gostei de ler. Mesmo antes de, efetivamente saber ler, já andava com gibis pra cima e pra baixo. Como a grande maioria dos brasileiros,comecei com Turma da Mônica mas logo conheci Disney e “migrei” pro Mundo dos patos(Do Rato, não). As revistas de Super heróis não me chamavam a atenção. Em meados de 93 , 94 um tio meu que era porteiro em um prédio, me trouxe um monte de revistas que os garotos de lá iam jogar fora. Entre Disney, Turma da Mônica e outras que não merecem ser lembradas (Moranguinho, Xuxa e similares) havia uma do Aranha (Tinha algumas da DC também mas desde aquela época já aprendi a não me misturar com gentalha) Depois de ler as aproveitáveis, como estava sem nada pra ler, peguei aquela do Aranha só pra ver qual era a da história. A revista não tinha capa mas era a edição 48 da Editora Abril.

A edição sem capa que mantenho até hoje

Na história, o Aranha enfrentava o vilão Gladiador. Logo de cara já gostei do que li. e resolvi ir procurar mais. Dias depois passei em uma banca de revistas usadas e encontrei um pacote com duas edições pelo preço de uma. Eram os números 87 e 88 e, posso dizer que foram essas revistas que realmente me capturaram e me fizeram dizer  : “Ta aí! Fiquei fã desse personagem” E a partir dessas edições, comecei a expandir : Nessa mesma banca comprei mais revistas do Aranha e conforme outros personagens iam aparecendo nas histórias fui conhecendo o Universo Marvel como um todo. Só passei a comprar a revista do Aranha atual(na época) mensalmente uns três anos depois mas aí já estava fascinado e o resto é história.

Mas se você ainda está por aí, deve estar se perguntando: Mas o que raios essa história tem a ver com “A morte de Jean Dewolff?” É simples: Foi exatamente nas Homem-Aranha 87 e 88 que a história foi publicada na Abril.

O início dos anos 90 coincidiu com a época em que eu estava começando a gostar de Agatha Christie e acredito que esse seja um dos fatores que fizeram “A morte de Jean Dewolff” me marcar: Nela temos um assassino misterioso que podia ser qualquer um. Além do que, pra um pequeno mancebo que estava acostumado com histórias Disney, o clima pesado da história era algo completamente diferente: Já na segunda página vemos,sem pudor, o “cadáver morto ” da pobre Jean e a violência só se mantinha nas diversas mortes cometidas pelo Devorador de Pecados ao longo da trama.
Outra coisa que vale citar é que o Devorador de Pecados não era um vilão com super poderes mas sim apenas um homem normal (doido, é verdade, mas ainda assim normal) e algo que passei a entender conforme ia conhecendo cada vez mais o Aranha é que uma das características do personagem era exatamente esse lado humano. Não precisamos de pactos com demônios, incluí-lo em uma versão caça-níquel dos Vingadores, trocas de corpo com vilões ou qualquer uma das inúmeras idiotices que os roteiristas imbecis fizeram com o personagem nos últimos dez anos para se construir uma boa história: Algo simples é sempre o que rende as mais memoráveis histórias, vide “O garoto que colecionava Homem-Aranha” .

Algo que tornaria a história ainda melhor seria se eu já fosse leitor do Aranha de longa data na época em que li essa história porque eu sentiria bem mais a morte da Jean já que ela era uma personagem frequente nas histórias. E lembrando que estamos falando de uma época em que mortes nos quadrinhos chocavam e não apenas nos faziam perguntar: “volta quando?” . Eu já havia falado sobre essa história aqui mas como na época  eu não segurava os Spoilers, só recomendo a leitura pra quem já leu a história. Aproveitando o lançamento da versão em formato Americano pela Panini, resolvi voltar a ela. Na verdade eu poderia ficar falando sobre “A morte de Jean DeWolff” pelo resto do dia mas vou me segurar e terminar apenas falando que, se algum dia você confiou em alguma das minhas indicações, ou se é um leitor mais novo e só conhece o Aranha pelas histórias atuais, pode(e deve) comprar a edição da Panini que está maravilhosa (Adoro formatinho mas formato americano é outra coisa) e peço que depois venha aqui neste post e me diga o que achou da revista. Quem sabe ela seja tão marcante pra você como foi pra mim.
Pra finalizar, como até agora não falei da sinopse da história, segue o release oficial e boa leitura.
Só lamento que a Panini não tenha optado pela capa dura nesta edição especial.

“Ele é o Devorador de Pecados, o homem que toma os pecados do mundo para si matando todo ímpio que vê — mas o assassino abarca mais do que pode quando tira a vida da capitã de polícia Jean DeWolff, uma amiga do Homem-Aranha! Como o herói pode perseguir um vilão que tem todos como alvo para onde quer que vá? Acompanhe o Escalador de Paredes em uma busca desenfreada culminando em um momento fundamental envolvendo o Homem-Aranha e o Demolidor, os dois maiores astros de Manhattan!”

Originalmente publicado em:
Peter Parker – The Spectacular Spider-Man 107 a 110 e 134 a 136

Detalhes da edição
Formato americano (17 x 26)
172 páginas
Capa Cartão
Lombada Quadrada
Papel LWC
Publicação Especial
Preço: R$ 21.90
Distribuição Nacional