Tex: O Profeta Indígena

A Editora Salvat continua sua missão de entupir as bancas com 375 coleções diferentes. Sua mais recente cartada foi a Coleção Tex, que teve sua fase de TEXte no começo do ano e agora chega de forma oficial nas bancas.

Passei muitos anos como leitor de Quadrinhos Marvel e nesse período cometi um grande erro: Me foquei totalmente no gênero Super-Heróis e ignorei completamente outros estilos. Até mesmo meus amados Patos da Disney deixei de comprar. Após abandonar os quadrinhos de Heróis, ao mesmo tempo em que voltei imediatamente pra Disney, comecei uma lenta jornada de desbravar territórios que me eram estranhos. Venho lendo personagens e estilos que deixei passar na época do Vício.

Dei essa volta toda pra entenderem minha relação(ou falta dela) com o Tex. Não sou o maior fã de Faroeste mas sempre gostei do estilo e tinha curiosidade em ler Tex mas como meu dinheiro já estava todo comprometido, nunca dei muita importância. Aproveitei que a primeira edição da Coleção custa apenas 10 Patacas e comprei. Posso dizer que não me arrependi nem um pouco.

Antes de falar da história em si, reforço que minhas impressões são baseadas apenas nessa história. Não conheço NADA do personagem e sua mitologia então não posso dizer se a história é fiel, se o personagem foi descaracterizado ao longo dos anos ou qualquer uma dessas coisas que nós, leitores velhos sempre percebemos.

Enfim! A história já me ganhou logo no início ao ver a belíssima arte de Corrado Mastantuono. São desenhos que enchem os olhos. Personagens, detalhes do cenário tudo que te joga pra dentro da história. Aliás, não adianta uma história ter bons desenhos se o roteiro for uma droga. Mas aqui isso não acontece. O Claudio Nizzi manda bem e mantém o roteiro em um bom ritmo que é daqueles casos que te faz não querer largar a revista até terminar a leitura  porque uma coisa leva a outra, que leva a outra…e você está sempre querendo saber o que vai acontecer na próxima página.

Sobre o personagem em si, o fato de eu não conhecê-lo não influi em nada. Não é preciso ler as 875483 edições que vieram antes pra entender. Em poucas páginas eu já sabia tudo que era preciso saber sobre o quarteto de personagens principais. Conta ponto também a história ser bem fechadinha. Não usam da artimanha meia boca de arrastar uma história por zilhões de edições que, no final, não valem nada.

Por falar nos personagens, curti bastante a química entre eles. E o leitor realmente acredita que são amigos há algum tempo e sabem como cada um agem e isso ajuda ao longo da história ou quando o tiroteio começa.

A única coisa que não gostei muito foi do Vilão. o tal de Manitary fala muito mas faz pouco e a “ameaça” acaba sendo muito simples de neutralizar.

No geral acho uma boa pedida para quem, assim como eu, quer conhecer mais do personagem e não quer gastar muito: A edição custa 10 Patacas na estratégia dessas coleções: Começa barato pra viciar e depois o preço aumenta rumo ao Infinito…e além. Uma qualidade gráfica muito boa( Qualidade Editorial não coloco minha mão no fogo afinal é da Salvat que estamos falando). Está praticamente de graça. Não irei comprar a coleção toda mas como mencionei, essa primeira edição por ser uma história fechada, barata e edição bonita vale muito a pena.

Ah! E ainda vem com esse poster gigantesco da imagem abaixo. Não tenho lugar pra colocar,obviamente, mas a ilustração de autoria de Claudio Villa é muito bonita.